domingo, 23 de maio de 2010


Sexta eu assisti a um filme chamado Sempre Ao Seu Lado. É a história de um cão Akita chamado Hachiko que adota como dono um senhor que o encontra por acaso em uma estação de trem. A história é doce, comovente, e mesmo quando em silêncio, muito bem contada. O diretor focou muito a história sob o olhar do animal e como ele enxergava seu "dono".

Quando já crescido, ele passou a acompanhá-lo todos os dias até a estação de trem. E, na hora de sua chegada, ia ao mesmo lugar esperá-lo. Num dia comum, como eram todos os dias, ele não retornou, e Hachi esperou, esperou e esperou, até que alguém da família o buscou na estação altas horas da noite.
No dia seguinte, todos foram ao enterro, e Hachi não compreendia. E continuava a aguardar ansiosamente a chegada dele.

Todos os dias, Hachi se sentava no mesmo lugar, em frente a portaria da estação de trem, e esperava. Todos que passavam ou trabalham na estação conheciam Hachi e sabiam porque ele estava ali. Algumas pessoas passaram a cuidar dele, a doar coisas para que ele pudesse comer e ter uma vida digna, mas ele nunca quis sair dali.
Passados 9 anos, Hachi se foi. E no lugar onde ele sempre se sentava, foi contruída uma estátua de bronze em sua homenagem.

A história, por mais incrível que seja, é real.
O verdadeiro Hachiko viveu no começo do século XX, no Japão. Depois da morte de seu dono, um professor da universidade de Tóquio, o akita continuou a aguardá-lo na estação de trem.

A história se tornou tão notória no país, que o cachorro virou herói nacional. No Japão há três estátuas em homenagem ao animal, e a estação de trem hoje se chama Saída Hachiko, e é o principal ponto de encontro da capital japonesa.

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