segunda-feira, 31 de agosto de 2009


Caio noite a dentro e minha mente está inquieta como havia um bom tempo não se inquietava. Por que aquela sensação novamente? A de que posso perder alguém de extrema importância pra mim a qualquer instante, numa guinada da vida. E eu vou tentar colocar na minha cabeça que aquilo era pra acontecer, só para que eu não tenha de encarar o fato de que simplesmente não fui boa o bastante. Claro, que tudo isso é apenas meu medo projetado, pois já estive em situações piores. Estou mais madura? Acho que sim. Não cometerei os mesmos erros? Talvez. Pois eles nunca vêm da mesma forma e requer experiência para saber reconhecê-los.
Droga, estou fazendo de novo, passando a noite em claro pensando em algo que não aconteceu e que nem sei se vai acontecer. Este é um típico erro recorrente. Ótimo. Ao menos não terei surpresas desagradáveis futuramente, porque já espero pelo pior. Então o que acontecer de “não-pior” posso considerar como sendo lucro. Quantas pessoas no mundo estão passando pela mesma coisa que eu neste exato momento? Ou será que elas estão bem mais ocupadas do que eu, tipo, dormindo? Mas no caso do Japão, devem estar trabalhando, estudando... Não importa. Acho que a faculdade integral, o inglês, o pilates e minhas tentativas frustradas de aprender a tocar violão sozinha, ainda não estão ocupando parte suficiente do meu dia e da minha mente. Não vejo a hora de iniciar aquele trabalho científico com a professora... Verei cachorros a tarde toda, o que de certo modo me agrada, e não terei tempo nem pra lembrar em que dia estamos. Vou procurar um professor de violão, e LOGO.

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